Na cidade mais ecológica dos Estados Unidos, os nativos votam em bloco nos democratas e no Partido Verde, elegem prefeito assumidamente gay, mantêm clinicas de distribuição de Cannabis sativa com fins medicinais e reciclam até papel de bala. Metade do consumo de energia vem de fontes renováveis, geradas por usinas geotérmicas e hidrelétricas; o centro é interligado por um bonde gratuito; um quarto dos trabalhadores deslocam-se de bicicleta, transporte público e carona. Quem precisa de carro, tem acesso ao serviço de aluguel de carros e camionetes elétricos que custa menos que U$ 8,00/hora.
A cidade tem uma política de conservação de edifícios históricos, de fomento a negócios locais e de produção de alimentos nas imediações. A prefeitura proibiu a instalação de megalojas no perímetro urbano. Graças a essa política o lugar é repleto de lojas charmosas e de mercadinhos onde você é atendido pelos próprios donos.
Portland e sua gente vivem em dualidade: certinhos para votar e reciclar, mas com uma predileção por diversões bizarras ou criativas. Pode-se comer pizza e assistir a um filme em um antigo teatro de vaudeville. Ou deliciar-se com jogos eletrônicos em máquinas de fliperamas dos anos 80 no Bagdad Theater & Pub. Se quiser pode ainda casar-se as três horas da manhã num buraco escuro saboreando rosquinhas Voodoo Doughnuts.
A cidade também realiza há mais de três décadas concurso anual de drag queens e tem o maior número de clubes de strip-tease per capta do mundo.
Por outro lado, também é conhecida como a cidade das Rosas, pois mantém um jardim com mais de 500 variedades. A flor também é celebrada durante a maior de todas as comemorações, o Rose Festival - durante duas semanas a cidade congrega feiras livres, desfiles, espetáculos musicais e de teatro.Há vários pontos altos: a corrida de barcos alegóricos à remo; o artesanato: nos finais de semana a população frequenta o maior mercado a céu aberto de trabalhos manuais; a livraria independente, a maior dos Estados Unidos.
(informaçõese da revista "Planeta").

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